| Florence Tumasang, Camarões |
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"Eu sabia que queria ser médica desde que tinha seis anos de idade. Perguntei uma vez à minha mãe: 'Qual é a diferença entre médica e enfermeira?' Minha mãe respondeu: 'A médica usa um estetoscópio.' Nunca me passou pela cabeça que eu não poderia ser médica simplesmente por ser menina. Hoje, no Camarões, é reduzido o número de meninas que fazem os cursos de ciências necessários para a faculdade de medicina e, portanto, há muito poucas médicas. Mas nós, médicas praticantes, não temos problema algum. De fato, muitas mulheres preferem consultar mais uma mulher do que um homem."
Dados biográficos Ginecologista obstetra, Florence Tumasang trabalha na maternidade de um hospital muito movimentado na cidade capital de Yaoundé, Camarões. Ex-Presidente da ACAFEM (Associação de Médicas do Camarões), durante vários anos empenhou-se em instruir colegas médicos e curandeiros tradicionais na prevenção e tratamento do HIV/AIDS, bem como em influenciar faculdades de medicina a incluírem esse treinamento nos programas acadêmicos. A pesquisa da ACAFEM, incluindo um recente estudo de vanguarda sobre o impacto das práticas tradicionais sobre a saúde reprodutiva, é muito consultada por outras organizações não-governamentais e pelo Ministério da Saúde. Florence é também Secretária-Geral da Seção camaronense da Sociedade para Mulheres e AIDS na África (SWAAC), que realiza campanhas de extensão de serviços comunitários e educação preventiva sobre HIV/AIDS e infecções sexualmente transmissíveis. Como ginecologista obstetra no Yaoundé General Hospital, Florence com demasiada freqüência se encontra na posição de dizer a uma paciente que é HIV positiva. Para manter seu entusiasmo, Florence diz que toca fitas de comédia ao vivo no caminho para casa. Para manter seu entusiasmo, Florence diz que toca fitas de comédia ao vivo no caminho para casa. |