| Ação rápida do Governo Obama sobre a saúde e direitos da mulher envia uma mensagem forte |
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AÇÃO RÁPIDA DO GOVERNO OBAMA SOBRE A SAÚDE E DIREITOS DA MULHER ENVIA
UMA MENSAGEM FORTE 23 de janeiro de 2009, Nova York, NY - Apenas três dias depois da tomada de posse, o Governo Obama deixou bem claro que a consecução da segurança nacional requer atenção igual à segurança humana. Três ações iniciais assinalam que no novo Governo a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos são fundamentais para a segurança humana.
"Tomadas em conjunto com a declaração de ontem do Presidente Obama sobre o aniversário da decisão "Roe versus Wade", essas ações representam um compromisso presidencial inédito com as mulheres do mundo inteiro", afirmou Adrienne Germain, Presidente da International Women's Health Coalition. "Demonstram que o Governo Obama está consciente de que não poderá haver paz nem segurança enquanto não conseguirmos uma vida justa e saudável para todas as mulheres e meninas."
A rescisão
da Norma Global de Amordaçamento é um passo à frente para salvar a vida de
70.000 mulheres que morrem diariamente nos países de baixa renda em
consequência de aborto inseguro e de um número incontável que sofre lesões
graves. A Norma Global de Amordaçamento proibia as organizações
não-governamentais estrangeiras de receber dos EUA assistência para o
planejamento da família se utilizassem fundos do Governo dos EUA para
aconselhar uma mulher em sua decisão de abortar ou indicar-lhe onde obter
aborto seguro. Essa norma também proibia as organizações de participar de
discussões públicas positivas sobre aborto, restringindo assim seu direito
básico de liberdade de expressão. Finalmente, a ação da Secretária Clinton no sentido de uma nova liderança do Programa Global de Combate à AIDS, promovido pelo Governo dos EUA, oferece uma oportunidade para ampliar o atual enfoque de prevenção do HIV para atender às necessidades reais das pessoas de se protegerem contra essa infecção. As pesquisas já demonstraram que um enfoque limitado de prevenção do HIV que enfatize a abstinência até o casamento e o uso da camisinha, somente no caso de sexo "arriscado", é ineficaz e também irrelevante para a maioria das mulheres e meninas nos países de baixa renda. Essas mulheres não podem abster-se de relações sexuais, já são fiéis a um parceiro e este se recusa a usar camisinha. Para impedir novas infecções do HIV, o HIV/AIDS deve ser considerado como uma questão de saúde sexual e reprodutiva e as mulheres devem estar capacitadas para se protegerem. |