| Olaide Gbadamosi |
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Network for Justice and Democracy / Rede de Justiça e Democracia, Nigéria
A Plataforma de Ação (China, 1995) foi o documento mais abrangente produzido por uma conferência da ONU sobre direitos da mulher, uma vez que incorporou as realizações de conferências e tratados anteriores, tais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Comissão sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (CEDAW), a Declaração de Viena e a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) do Cairo de 1994. O desenvolvimento sustentável é impossível sem a igualdade de gênero e a emancipação da mulher.
Os Estados Partes devem reunir a vontade política para transformar os nobres princípios de Beijing em ação para que não seja um tigre de papel e uma peça apenas retórica. As mulheres deveriam encarar o problema diretamente e desafiar leis rotineiras perniciosas e as práticas tradicionais prejudiciais que impedem a sua participação significativa na vida política, social e econômica da respectiva sociedade. A tradicional cultura de silêncio face à discriminação de gênero e à violência não ajudará a situação, uma vez que a demora derrota a eqüidade de gênero. É chegado o momento para uma sociedade sensível ao gênero e propensa à situação da mulher. |