| Mabel Bianco |
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Fundación para Estudio e Investigación de la Mujer, Argentina Conferência da Mulher em Beijing significou uma grande realização para as mulheres de todo o mundo. Nela os países reconheceram desigualdades existentes e acordaram um Plano de Ação que, embora muito ambicioso e difícil de conseguir, é um farol que indica para onde se devem orientar as políticas.Claro que a maioria dos países não avançou muito nem há realizações muito contundentes para mostrar. Mas, como indicou a Senadora Clinton em janeiro 2005 na homenagem a ela prestada pela IWHC, “temos de valorizar todos os ganhos e redobrar nossos esforços para não retroceder”. Mudar a linguagem não significa apenas mudar palavras, mas muito mais. Significa mudar a orientação das políticas. Não podemos permitir que diminua o compromisso dos governos, agências doadoras e ONGs para diminuir, por exemplo, o amplo impacto do aborto inseguro que é um grave problema de saúde pública. Como reduziremos a mortalidade materna pela metade em 2015 se seu impacto não for reduzido? Para nem mencionar o reconhecimento das necessidades dos adolescentes de educação sexual para a prevenção do HIV não simplesmente pregando a abstinência e recusando proporcionar aos adolescentes informação sobre camisinhas, mas oferecendo educação abrangente sobre a educação para a sexualidade sem restrição nem preconceitos ideológicos. Foto por Peter Hamblin. |