"Minha luta pelos direitos das mulheres e dos jovens começou com meu próprio compromisso pessoal de garantir para as moças as mesmas oportunidades geralmente dadas somente aos rapazes em minha sociedade."
Fatima Haider é a gerente de programa em Aahung, uma organização sem fins lucrativos que ajuda a promover e a proteger saúde e os direitos sexuais no Paquistão. Ela concluiu o bacharelado em biologia nas universidades Hobart e William Smith, Geneva, NY (2002).
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IWHC: Como você começou a participar da luta pelos direitos das mulheres e dos jovens?
Fatima Haider: Minha luta pelos direitos das mulheres e dos jovens começou com meu próprio compromisso pessoal de garantir para as moças as mesmas oportunidades geralmente dadas somente aos rapazes em minha sociedade.
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IWHC: O que inspirou você a começar a trabalhar na Aahung?
FH: Inicialmente, eu entrei para a Aahung porque fiquei intrigado com seu mandato corajoso (isto é, promover e proteger a saúde e os direitos sexuais). Eu estava interessada em aprender como a Aahung havia trabalhado com sucesso até agora com uma questão tão sensível e cheia de tabu sem ser banido ou preso em um ambiente paquistanês predominantemente conservador.
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IWHC: Como você acha que a Aahung mudou a vida das pessoas, seja em casos específicos ou de um modo geral?
FH: Uma das principais iniciativas de minha organização é o desenvolvimento dos conhecimentos práticos de jovens de várias comunidades—incluindo o desenvolvimento da auto-estima de moças, fornecendo informações aos jovens sobre sua saúde e seus direitos e como protegê-los, e também ensinando sobre respeito e aptidões para negociar nos relacionamentos.
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IWHC: O que você considera como os principais desafios que os jovens enfrentam hoje no Paquistão? E quais são as maiores oportunidades?
FH: A situação dos jovens no Paquistão varia enormemente de acordo com o sexo, as áreas rurais e urbanas e províncias. Um dos maiores desafios para os rapazes das áreas rurais e urbanas é o sentimento de desesperança em termos de oportunidades de emprego e ascensão social.
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IWHC: Na sua opinião, quais são as questões mais importantes para os programadores e formuladores de políticas abordarem a fim de promover e proteger a saúde e os direitos do jovens - especialmente das moças?
FH: Ao desenvolver programas ou políticas relativos a jovens, é extremamente importante lembrar que deve ser dada máxima prioridade à questão da confidencialidade. Os serviços não devem ser intimidantes e os fornecedores devem criar uma atmosfera na qual os jovens que usam o serviço nunca se sintam julgados.
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IWHC: Como ativistas, formuladores de políticas e grupos diferentes podem trabalhar juntos para incluir os jovens na mesa de debates?
FH: Primeiro, os ativistas e os formuladores de políticas devem estar dispostos a respeitar e aceitar as visões e opiniões dos jovens sem julgá-los. As opiniões e visões dos jovens são geralmente ignoradas devido a evidente "falta de experiência" ou conhecimento de jovens.
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IWHC: Você tem exemplos positivos de sua experiência pessoal ou profissional nos quais o diálogo e a programação obtiveram a participação ou a liderança significativa dos jovens? O que demonstrou ser eficaz com relação a esses exemplos em particular?
FH: Só recentemente, o Paquistão começou a reconhecer os jovens (adolescentes) como um grupo de indivíduos separado, por isso é difícil encontrar exemplos em que os jovens tenham participado de forma significativa em um nível político.
IWHC: Quais são seus sonhos para o futuro? Você pode descrever sua visão de um mundo ideal ou melhor?
FH: Um lugar onde
- mulheres e crianças sejam tratadas com respeito e dignidade e não sejam molestadas.... mais>>
IWHC: Como você conheceu a IWHC?
FH: A primeira vez que eu ouvi falar da IWHC foi quando eu entrei para a Aahung, em 2003, pois a IWHC fornece financiamento para a Aahung.
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