"Percebo uma grande mudança no modo como os jovens estão participando hoje em dia de questões diferentes. Passamos de um lugar em que grande parte do enfoque era apenas criar e reivindicar espaços para uma participação mais integral e substancial. Espera-se dos jovens não apenas que sejam jovens, mas também que digam o que pensam, compartilhem os seus conhecimentos e contribuam."
Lydia é feminista costarriquenha que vive na Cidade do México. Participou ativamente da organização e mobilização de jovens em torno dos processos da Cúpula da Terra em 1991-1992 e trabalhou durante vários anos como Coordenadora do Programa de Juventude do Conselho da Terra. Ela agilizou a participação de mulheres jovens da América Latina no processo de preparação da Conferência Beijing 95, coordenando um projeto internacional chamado "Nossas palavras, nossas vozes: mulheres jovens pela mudança.
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Jennifer Kidwell, IWHC: Jennifer Kidwell, IWHC: Você pode compartilhar a história como e por quê se envolveu nos movimentos feministas e de juventude?
Lydia AlpÍzar Durán: Comecei a ser ativista quando tinha 17 anos de idade...Entrei em contato com uma realidade diferente que me ajudou a compreender as relações entre o Norte e o Sul e o papel dos jovens na comunidade, a importância de conhecer outros países, bem como aprender e valorizar o meu próprio país e a minha capacidade de atuar para mudar a realidade em que vivemos.
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JK: Você trabalhou muito com redes – nos níveis tanto regional como global. Na sua opinião, por que esse tipo de organização é importante e o que consegue em termos de saúde e direitos dos jovens?
LAD: Segundo entendo, nenhuma agenda marginalizada e que lute pelos direitos humanos de diferentes grupos de pessoas poderá realmente avançar sem uma organização muito sólida nos diferentes níveis na base.
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JK: Como a sua experiência se enriqueceu em conseqüência de reunir-se com outros jovens de diferentes partes do mundo – jovens ativistas, jovens feministas?
LAD: Um elemento realmente essencial que ressaltou na nossa conversa e aprendizado com outras ativistas foi descobrir como criar uma visão e raciocínio para defender o nosso direito de usufruir plenamente a nossa sexualidade e os nossos direitos sexuais e reprodutivos.
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J
K: Na sua opinião, quais são os principais desafios que enfrentam os jovens hoje no México, na Costa Rica, na região ou até mesmo globalmente?
LAD: Precisamos realmente nos empenhar no enfoque dos direitos e assim promovermos o respeito pelos diretos dos jovens. Isto significa desafiar-nos para compreender que é direito dos jovens exercer a própria sexualidade e não apenas algo que lhes dá a sociedade.
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JK: Na sua opinião, quais são as coisas mais importantes que os programadores e formuladores de política podem fazer para melhorar a forma como promovemos e protegemos a saúde e os direitos dos jovens e especificamente das mulheres jovens?
LAD: Primeiro, creio que deve haver mecanismos claros envolvendo os jovens e assegurando que eles participem de forma significativa. Com outras palavras, não somente usar os jovens como símbolos, como geralmente acontece, mais realmente capacitá-los e dar-lhes os recursos para que possam contribuir para a substância da discussão.
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JK: Você poderia descrever a sua visão de um mundo ideal ou melhor?
LAD: É um mundo em que no qual a sexualidade seja plenamente adotada como parte importante do que significa ser humano e não haja discriminação decorrente do modo escolhido para expressá-la.
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