GPI (Girls’ Power Initiative / Iniciativa do Empoderamento das Meninas), Nigéria
Pessoalmente, Beijing tem sido muito útil para o meu trabalho, especialmente a defesa de direitos. Foram os países africanos que patrocinaram o Capítulo sobre a Menina. Tenho usado este fato com os formuladores de políticas para criar um ambiente que possibilite condições para o meu trabalho em sexualidade de adolescentes, saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A Plataforma de Ação tem sido uma boa fonte de preparação das kits para a mídia para o workshop de treinamento que organizamos para os representantes da mídia. Assim, desde Beijing, lançamos muitas iniciativas para informar a mídia, no intuito de que muitas pessoas tomem conhecimento de Beijing e façam referência a ela. De fato, em muitas reuniões, não deixo que nenhuma referência sexista fique sem resposta. Por esta razão, recebi o apelido de Beijing. Seja isso dito de forma negativa ou positiva, o fato é que Beijing está viva e, para as pessoas que não estavam lá, essas referências as levam a perguntar e procurar conhecer o que Beijing representa. Tenho também organizado treinamento para o grupo específico de redatores encarregados da página sobre a mulher e questões de gênero. Nosso recurso, entre outros, sempre inclui a Plataforma de Ação. Os jornalistas deixaram de escrever apenas sobre moda e assuntos culinários e agora escrevem sobre questões da mulher, inclusive nossas realizações, oportunidade e desafios.
 Eu resumi em quatro folhetos o documento resultante de Beijing +5. Foram distribuídos a todos os membros da Câmara da Assembléia e, graças às atividades de lobby, conseguimos a aprovação da lei contra a castração feminina, a violação da infância e o casamento infantil no Estado de Cross River. Houve também um surto de organizações que lidam com questões relacionadas com a mulher. Passamos de lutas estreitas destinadas a melhorar as condições de vida da mulher em âmbito local e nacional para participar mais globalmente reforçando vínculos, redes e ações de colaboração com o objetivo de conseguir mais na área de política sobre os direitos da mulher. Beijing ajudou a fazer avançar a abordagem baseada em direitos, desenvolvida no Cairo. A Plataforma de Ação é um instrumento para ativistas, acadêmicos e outras pessoas que pesquisam nossos registros na biblioteca do GPI. Devo acrescentar que há um nível mais alto de conscientização a respeito das questões relacionadas com a mulher desde a Conferência de Beijing. Perguntei a uma funcionária do GPI, Eka Bassey, que esteve presente em Beijing. Ela me respondeu que foi lá com a mente estreita de uma mulher de Calabar, mas o que ela viu em Beijing mudou sua perspectiva a respeito das questões da mulher. Essa experiência a levou a dedicar-se ao trabalho dos direitos da mulher.
|