"Eu acredito que eu vou criar os meus filhos de uma forma mais justa, igualmente se for menino ou se for menina, sem essa história de dizer que o menino pode tudo e que a menina não pode."
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Diplomada no ensino de segundo grau, Patrícia é membro da organização feminista Grupo Curumim Gestação e Parto desde os 14 anos de idade. Nessa organização ela é Coordenadora de Projetos do programa Cunhatã-Grupo Curumim e do Centro de Juventude do Programa Cunhatã. É ativista nos movimentos feministas e de adolescentes. Representa o Curumim no Conselho Gestor do Movimento de Adolescentes do Brasil (MAB).
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Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres (IWHC): Quais são os maiores desafios enfrentados por mulheres e jovens no Brasil hoje?
Patrícia Lima: Eu acredito que pelo menos no meu bairro, em Recife, em Ipotinga, é mais a questão de pegar a pílula do dia seguinte, porque a gente é adolescente, tem que ir com a mãe, pelo menos no posto perto da minha casa... essa dificuldade de pegar os métodos contraceptivos. Nós não temos acesso e também não tem médicos para adolescentes, então essa é uma grande dificuldade.
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IWHC: Porque o trabalho do Curumim, do IWHC, da coalition, é tão importante? Porque é importante para você trabalhar com o Curumim?
PL: Eu também acho muito importante o coalition estar patrocinando o Curumim porque aí de uma certa forma vai estar beneficiando a gente, adolescentes e jovens que fazem parte do programa Cunhatã, o programa Parteiras e assim, posteriormente a gente vai estar socializando tudo o que a gente aprendeu aqui no Curumim, porque eu levo para a escola, dou conferência, viro uma jovem de referência, porque na minha sala de aula a maioria dos jovens não dá opinião, nem pergunta, ninguém se coloca.
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IWHC: O que vocês vêm como solução de futuro na questão de saúde sexual e reprodutiva para as jovens? Se vocês forem exitosas, como é que o mundo vai ser?
PL: Eu acredito que eu vou criar os meus filhos de uma forma mais justa, igualmente se for menino ou se for menina, sem essa história de dizer que o menino pode tudo e que a menina não pode.
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IWHC: Você falou também mais do seu intento pessoal. Mas se tudo der certo, como é que o mundo de sonho vai ser?
PL: Eu acredito que o mundo de sonhos seria assim, com igualdade social, com respeito as diversidades, com educação. Eu acho que o mundo igual tem que ter educação para todos e a gente não tem, infelizmente.
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